terça-feira, 8 de setembro de 2009
domingo, 25 de janeiro de 2009
este blog morreu
e morreu muito antes que eu decidisse matá-lo. da mesma forma que as coisas nas quais eu agora deixo de acreditar se desacreditaram muito tempo atrás. talvez seja este um tempo onde não haja espaço pras pequenezas, seja esta uma atmosfera que não sustenta as levezas.
este blog morreu porque eu estou cansada.
se quiserem saber o que eu acho bonito, www.maoscoloridas.tumblr.com. se quiserem me ouvir falando bobagem, www.twitter.com/mirellamirella. se quiserem música boa, www.lastfm.com/users/mirella-la.
sejam felizes e caso encontrem a resposta, maoscoloridas@gmail.com.
obrigada por tudo, todos os dias,
mirella
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segunda-feira, 29 de dezembro de 2008
.2009
vai ter uma festa
que eu vou dançar
até o sapato pedir pra parar.
aí eu paro
tiro o sapato
e danço o resto da vida.
(chacal, 'rápido e rasteiro')
feliz tudo, todomundo, tudo de novo. =)
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segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
sábado, 29 de novembro de 2008
o amor é um ofício que escolhemos todos os dias.
"… después, más tarde, conté los billetes y estaban los que había dejado. entonces entendí que alexis no respondía a las leyes de este mundo; y yo que desde hacía tiempos no creía en dios dejé de creer en la ley de la gravedad. al día siguiente nos fuimos a sabaneta y en adelante siguió conmigo hasta el final. y al final dejó el horror de esta vida para entrar en el horror de la muerte. “a la final”, como dicen en las comunas."
fernando vallejo, la virgen de los sicários.
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terça-feira, 25 de novembro de 2008
das coisas que eu nunca consigo explicar.
this is why i am leaving.
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sexta-feira, 21 de novembro de 2008
es.que.cer v. 1. tr. dir. deixar sair da memória; perder a memória de; olvidar. 2. pron. tr. dir. não fazer caso de. 4. tr. ind. e intr. escapar da memória, ficar em esquecimento. 5. tr. dir. descurar-se de. 6. pron. perder a ciência ou a habilidade adquiridas. 7. pron. descuidar-se.
está no dicionário como se fosse das coisas mais fáceis do mundo. como se não exigisse um aprendizado. como se esquecer fosse involuntário, natural e acidental. perdeu, escapou, descuidou-se e kaput. mas não. o esquecimento é uma criança ligeira que exige atenção e esforço contínuos. é preciso que deixe as portas sempre abertas pra que, uma por uma, as imagens saiam. é preciso que eduque a atenção e que barre as sinapses que, ante qualque estímulo sensorial, chamam os esquecidos todos de volta. é preciso que mude o olhar. é preciso que doa. é preciso disciplina. é preciso que não tenha volta.
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quarta-feira, 12 de novembro de 2008
terça-feira, 11 de novembro de 2008
it was too soon when we realized there are holes on the moon.
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sexta-feira, 7 de novembro de 2008
segunda-feira, 3 de novembro de 2008
do que não falávamos ontem.
era sábado. acordei e o sol a pino fez com que eu me sentisse terrivelmente sozinha. abri o jornal e antes mesmo de chegar na ilustrada, uma matéria ridícula fez com que eu me sentisse incompetentemente sozinha. larguei o jornal, voltei à cama e liguei a tv. as reprises e programas religiosos das manhã de sábado fizeram com que eu me sentisse depressivamente sozinha. já era hora de almoço e eu tinha fome. minha falta de apetite, porém, fazia com que eu me sentisse irremediavelmente sozinha. de qualquer maneira, comi. e decidi ler um livro pra ver se seria possivel eu me sentir menos sozinha. pois sim. mas cento e cinquenta páginas depois, o livro acabou e isso fez com que eu me sentisse torrencialmente sozinha. mas ainda havia um aniversário. e a interação com a família jogou na minha cara o meu não-pertencer e eu me senti hermeticamente sozinha. puxei o carro e rumei pro bar. amigos geralmente são bons pra essa coisa de me sentir sozinha. mas a embriaguês prévia e as vozes altas fizeram com que eu me sentisse desesperadamente sozinha. no caminho de volta a casa, um corpo caído no chão. o vislumbre da morte fez com que eu me sentisse fatalmente sozinha. a cama. o sono. acordar. era domingo. e a garoa fina que caía na minha janela fez com que eu me sentisse terrivelmente sozinha.
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::::: daqui de dentro, descarrego
sexta-feira, 31 de outubro de 2008
hemos amado juntos tantas cosas
que es difícil amarlas separados.
parece que se hubieran alejado de pronto
o que el amor fuera una hormiga
escalando los declives del cielo.
hemos vivido juntos tanto abismo
que sin ti todo parece superficie,
órbita de simulacros que resbalan,
tensión sin extensiones,
vigilancia de cuerpos sin presencia.
hemos perdido juntos tanta nada
que el hábito persiste y se da vuelta
y ahora todo es ganancia de la nada.
el tiempo se convierte en antitiempo
porque ya no lo piensas.
hemos callado y hablado tanto juntos
que hasta callar y hablar son dos traiciones,
dos sustancias sin justificación,
dos sustitutos.
lo hemos buscado todo,
lo hemos hallado todo,
lo hemos dejado todo.
roberto juarroz, poeta argentino.
(sim, tá tudo bem.)
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quarta-feira, 1 de outubro de 2008
o ricardinho.
o ricardinho é a pessoa mais chata que eu conheço. tá. talvez não a mais mais chata. mas, certeza absoluta, está no top 5 das pessoas mais cri-cris que eu cruzei na vida. quando eu o conheci, ele estava entrando na empresa e eu era responsável por um tour introdutório (ui.). segundo ele, eu disse que a r****** era muito legal, que ele ia aprender muito blabla, mas ele que tirasse o cavalinho da chuva porque ninguém era efetivado (!). talvez por isso ele seja tão chato comigo até hoje. eu matei algumas ilusões (talvez as últimas) daquele pequeno coração pueril (e ele acabou sendo efetivado).
eu juro que não entendo. ele é a única pessoa que provou ser capaz de me tirar do sério com duas frases. a única pessoa que eu bloqueei e desbloqueei mais de 50 vezes no msn e todas elas- vou exemplificar - foram porque ele é um cara muito chato. mesmo.
eis os exemplos:
miré: - vamos almoçar no chinês. bora?
ricardinho: - não como em restaurante chinês.
miré: - mas lá tem coisas boas e tem coisas simples.
ricardinho: - não é pela comida. chinês é sujo.
outro:
ricardinho: - estou apaixonado. ela beija como uma princesa.
miré: - e como beija uma princesa?
ricardinho (cara de bobo, corações nos olhos): - beija linda. não coloca a língua. ela beija sem a língua. (!!!)
mais um:
miré: - vcs vão no show da madonna?
ricardinho: - óbvio que não. mulher minha não vai ficar se enfiando em show.
esse:
ricardinho: - ganhei um celular novo e preciso me livrar do antigo logo. anota aí o número.
miré: - calma. anoto depois.
ricardinho: - anota agora porque preciso me livrar do outro. 2 celulares é coisa de puta.
tem mais. se eu lembrar, eu faço um adendo depois.
então. eu não entendo. a gente não gosta das mesmas coisas, não assiste os mesmos filmes, não freqüenta os mesmos lugares e não lê os mesmos livros (ele lê 'em busca do tempo perdido' desde que eu o conheci). mas eu gosto do ricardinho.
talvez porque ele batia o carro toda semana. talvez porque ele já levou uma escarrada de um estranho no cinema. talvez porque ele quebrou meu celular quando eu ia fazer coisa que não.faz.bem. talvez porque nessa mesma ocasião ele jogou no meu colo um cara baixinho parecido com o figo (jogador de portugal) pra me entreter. talvez porque ele já girou uma amiga pelo salão. talvez pelo sotaque de santos que ninguém mais tem. talvez porque um dia eu cheguei no trabalho e ele estava dormindo embaixo da mesa dele, em posição fetal e com a camisa babada. talvez pelo estilo das roupas e do cabelo. talvez porque ele seja muito chato e eu seja masoquista. o fato é que um dia eu decidi gostar dele mesmoassim e é a velha história: eu levo tudo pro lado pessoal.
sei que ele vai ficar puto com esse texto e tudo o mais. tudo bem. ele não vai ser capaz ver o afeto embutido em cada uma dessas palavras e vai me bloquear no msn. mas tudo bem.
o ricardinho é chato mas é meu amigo.
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terça-feira, 30 de setembro de 2008
coisas bonitas que eu acho por aí.
mais uma modernidade pra me distrair, ayay.
www.maoscoloridas.tumblr.com
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::::: internet, na estante
quarta-feira, 24 de setembro de 2008
been there, done that.
e teve a fase do amor. a fase da despaixão. teve a fase do pesar. algumas. a fase do chorar tododia. teve a fase de aligria insuportável (porque aligria é muito mais bonito que alegria). a fase do coração abobado. a fase de ler todososlivros. a fase de comer tudoequalquercousa. a fase caramuja. a fase de chorar quando vê bebê. teve a fase de tocar piano até dedos doerem. a fase de ouvir here comes the sun todo dia de manhã. a fase de descobrir bandas novas. a fase de só usar roupa branca. a fase de ver amelie antes de dormir pros sonhos serem bons. a fase de fazer saias. a fase da desesperança. a fase da terapia. a fase do cachorro. a fase de ler tudo que houellebecq já escreveu na vida. a fase de não suportar chocolate. a fase da índia. a fase de querer ir embora. a fase de mergulhar no trabalho. a fase de quase ir embora. a fase de não gostar de ter que ficar. a fase de começar a gostar de ficar. a fase de ter pilhas e pilhas de roupas desarrumadas. a fase de esquecer do corpo. a fase dos quereres-muitos. a fase do selinho. a fase da fé. a fase do querer se dar. a fase de parar de falar. a fase tarada. a fase de tricotar. a fase de precisar receber. a fase do breve arrependimento. a fase de doer de ciúmes absurdos. a fase de querer um fusca verde-pistache. a fase de comprar pela internet. a fase do engano. a fase de morrer de saudade. a fase de sorrir da saudade. a fase de esquecer tudo que dá saudade. a fase biscoiteira. a fase carente. a fase de precisar reaprender a querer. como todas, me urge. e me afoga.
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